A população de Codó segue sem entender por que a empresa Transnordestina ainda não liberou o trecho da linha férrea que cruza a Avenida Vitorino Freire, popularmente conhecida como Rua da Bomba. A via é estratégica por ligar diretamente os municípios de Timbiras, Codó e Peritoró, sendo utilizada diariamente por caminhões, ônibus e outros veículos de carga e transporte coletivo.

Após realizar um serviço de baixa qualidade no local, a empresa foi alvo de críticas da população e da imprensa local, principalmente após a ocorrência de vários acidentes no cruzamento mal nivelado. Com a pressão popular, a Transnordestina retornou ao trecho há cerca de quatro semanas para corrigir o problema. O novo serviço, aparentemente mais bem executado, foi concluído há vários dias. No entanto, a pista permanece interditada por barreiras metálicas, gerando revolta e questionamentos.

“O trecho já está pronto, mas continua fechado. Ninguém sabe por quê. A cidade precisa dessa rota liberada com urgência”, desabafa um comerciante local, que preferiu não se identificar.

A falta de resposta da Transnordestina revolta moradores e condutores. A empresa tem se mantido em silêncio, dificultando o acesso a informações básicas sobre o motivo da interdição prolongada. O sentimento geral é de abandono e descaso.

Enquanto isso, motoristas são obrigados a buscar rotas alternativas, muitas delas perigosas ou sem a infraestrutura adequada para suportar o tráfego intenso de veículos pesados. O resultado são acidentes quase diários e um risco crescente à segurança de quem precisa se deslocar entre os municípios da região.

A comunidade cobra das autoridades municipais e da própria Transnordestina uma resposta urgente e transparente. A liberação do trecho é vista como prioridade para garantir o fluxo seguro e eficiente entre cidades importantes do Maranhão.