Moradores de diferentes bairros de Codó têm recorrido ao Marco Silva Notícias para denunciar o que classificam como um grave descontrole na organização das matrículas da rede municipal de ensino. Os relatos, feitos por pais e responsáveis, apontam mudanças repentinas nas escolas onde as crianças foram inicialmente matriculadas, sem aviso prévio e sem qualquer diálogo com as famílias.

Em uma das denúncias, pais do bairro São Vicente Pallotti afirmam que seus filhos foram matriculados na escola Camilo Figueiredo, mas, posteriormente, receberam ligações informando que as crianças seriam transferidas para a Escola José Domingo Araújo, localizada em outro bairro, distante da residência das famílias. Segundo eles, cerca de 57 alunos da comunidade foram afetados. O problema se agrava porque muitos pais trabalham e não têm condições de acompanhar os filhos até escolas tão distantes, além de não haver oferta de transporte escolar.

Outro relato envolve alunos do 5º ano que, inicialmente, constavam como matriculados na Escola Henrique Figueiredo, mas depois foram direcionados, sem explicações claras, para a Escola José Domingo Araújo. Pais que moram no final da Avenida Pantanal afirmam que a distância é excessiva e que não receberam nenhuma comunicação oficial antecipada sobre a mudança. “Muitos pais estão sem saber o que fazer”, relata uma das mensagens.

A terceira denúncia reforça o sentimento de abandono. Uma moradora do bairro São Vicente Pallotti afirma nunca ter visto tamanha desorganização nas matrículas na cidade de Codó. Segundo ela, crianças que irão cursar o quinto ano estão sendo enviadas para escolas de outros bairros, mesmo havendo demanda local. A falta de uma escola na própria comunidade e a ausência de transporte escolar tornam a situação ainda mais crítica para as famílias.

As denúncias recaem diretamente sobre a gestão do prefeito de Codó, Chiquinho do PT, que, segundo os moradores, não tem apresentado soluções para o problema. Pais cobram providências urgentes, como a reorganização das matrículas, transparência no processo e até a possibilidade de a Prefeitura alugar um imóvel no bairro para atender os alunos, evitando deslocamentos longos e prejuízos à rotina das famílias.

Até o momento, segundo os relatos, não houve resposta efetiva do poder público municipal, aumentando a revolta e a sensação de descaso entre os pais e responsáveis.