A crise no transporte de pacientes da Nefroclínica de Codó persiste e continua causando sofrimento a dezenas de pessoas que dependem do serviço para realizar hemodiálise. Em denúncia enviada ao Marco Silva Notícias, um paciente relatou que a Prefeitura não disponibiliza mais o veículo três vezes por semana, obrigando os doentes a arcarem com o próprio deslocamento.

Se fosse esperar pela prefeitura, a gente já estava morto. A Secretaria de Saúde não disponibiliza o transporte, e quem tem condição paga do próprio bolso. Do contrário, precisa voltar para casa a pé, mesmo depois de quatro horas ligado às máquinas”, desabafou um dos pacientes.

De acordo com a denúncia, a situação se agravou porque os motoristas dos carros alugados pela Prefeitura estão há meses sem receber pagamento. “Pagaram só um mês, o outro nada. Por isso os motoristas pararam. Quem sofre é só o paciente”, completou.

O problema já dura toda a semana passada, e até o momento nenhuma medida foi adotada pela gestão do prefeito Chiquinho do PT para solucionar o impasse.

Além da falta de transporte, pacientes também reclamam da ausência de medicamentos em postos de saúde e da lentidão na entrega de remédios, o que expõe ainda mais a fragilidade da saúde pública do município.

Enquanto isso, famílias seguem mergulhadas em incertezas e no medo de perder o direito ao tratamento, essencial para a sobrevivência de quem enfrenta a insuficiência renal.