Com crescimento de 11,2% no consumo nacional, o segmento de fragrâncias premium se consolida como prioridade das famílias e impulsiona o faturamento do setor em todo o país
Impulsionado pelo desejo de bem-estar, o mercado de beleza no Brasil projeta movimentar R$ 242,3 bilhões até o fim de 2026. Esse montante indica uma expansão de 11,2% comparado ao desempenho anterior e posiciona os cuidados pessoais como item essencial no orçamento doméstico. Nesse cenário de alta, a perfumaria de luxo reafirma sua força ao registrar uma movimentação anual própria de R$ 2,4 bilhões.
Os dados são da nova edição da pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo há mais de 30 anos. O estudo revela que o brasileiro está disposto a investir mais em itens que elevam a autoestima e o bem-estar cotidiano. Isso abrange desde produtos básicos, como sabonetes e desodorantes, até artigos de alto valor agregado, a exemplo de maquiagens premium, cremes de tratamento e fragrâncias importadas.
A ascensão do mercado de luxo reflete uma mudança no perfil de escolha dos consumidores que agora buscam exclusividade e fixação prolongada em suas fragrâncias. Itens que antes eram restritos a nichos específicos ganham popularidade e impulsionam as vendas de importados em solo nacional.
Um exemplo desse fenômeno é o Perfume Lattafa Tharwah Gold, que exemplifica a crescente demanda por produtos que combinam sofisticação oriental e presença marcante. A procura por esse tipo de artigo premium ajuda a explicar o faturamento bilionário do setor, uma vez que o público brasileiro demonstra maior disposição para investir em produtos com valor agregado superior.
A distribuição desses gastos pelo território nacional reforça a força das regiões Sudeste e Nordeste. O estado de São Paulo lidera o ranking de forma isolada e deve injetar R$ 61,5 bilhões na cadeia produtiva do setor. Em seguida, Minas Gerais e Rio de Janeiro aparecem com R$ 22,9 bilhões e R$ 16,6 bilhões, respectivamente. A Bahia ocupa a quarta posição no cenário nacional, com uma previsão de R$ 14,4 bilhões em despesas familiares voltadas ao segmento.
Embora ocorra alta nas cifras, o cenário para quem vende esses produtos apresenta desafios estruturais. O número de estabelecimentos físicos, que engloba perfumarias, drogarias e óticas, teve uma expansão discreta de 1,2% ao atingir a marca de 312 mil unidades. Essa desaceleração na abertura de novas lojas pode ser explicada pelo recuo dos Microempreendedores Individuais (MEIs). Com o fechamento de 2,5% dessas microempresas no último período, o mercado sinaliza uma fase de amadurecimento e consolidação. Nesse contexto, as grandes redes e marcas de luxo ganham espaço frente ao pequeno varejo de bairro.

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