Impulsionado pela busca por segurança e eficiência energética, o setor de automação residencial no Brasil projeta um crescimento anual de 10,7%, transformando a conectividade em pilar essencial para a valorização de imóveis de luxo.
O conceito de “morar bem” no Brasil está passando por uma atualização de software. O que antes era visto como um luxo futurista, como cortinas que se abrem com o nascer do sol ou sistemas de climatização controlados por voz, tornou-se uma exigência de mercado. Segundo dados recentes do IMARC Group e da Statista, o mercado brasileiro de Smart Homes deve atingir a marca de US$ 6,68 bilhões até 2033.
A aceleração é visível no curto prazo: a estimativa é que, já em 2026, cerca de 21,5% dos lares brasileiros possuam algum nível de conectividade integrada. Esse avanço não reflete apenas um desejo por conveniência, mas uma mudança estrutural na forma como o brasileiro investe em patrimônio.
Para o setor imobiliário de alto padrão, a automação deixou de ser um adicional para se tornar um item obrigatório no checklist de decoração e infraestrutura. Especialistas do setor apontam que a integração tecnológica é, hoje, um dos principais vetores de valorização patrimonial.
O reflexo dessa tendência é nítido na procura por apartamentos em Perdizes, onde o perfil de morador busca aliar a tradição do bairro com o que há de mais moderno em tecnologia. Edifícios que oferecem infraestrutura pronta para automação estão no topo das preferências de quem deseja qualidade de vida e liquidez.
Além da infraestrutura bruta, as novas tendências de decoração agora incorporam painéis touch e dispositivos de comando de voz como elementos centrais do design de interiores. A tecnologia deixou de ser um acessório escondido para se tornar parte da identidade visual e funcional dos lares contemporâneos.
Vários fatores explicam a taxa de crescimento anual de 10,7%:
Segurança Inteligente
Câmeras com reconhecimento facial e fechaduras biométricas lideram a intenção de compra.
Eficiência Energética
Sensores de presença e iluminação inteligente ajudam a reduzir custos fixos, um apelo forte em tempos de sustentabilidade.
Acessibilidade de Dispositivos
A popularização de assistentes virtuais facilitou a entrada de novos usuários no ecossistema conectado.
Valorização de Revenda
Casas automatizadas tendem a se destacar em portfólios imobiliários, atraindo um público disposto a pagar pela conveniência pronta.
Com a consolidação do 5G no país, a expectativa é que a latência diminua e a interoperabilidade entre diferentes marcas de dispositivos se torne ainda mais fluida, pavimentando o caminho para que, na próxima década, a casa comum se torne totalmente conectada no cenário urbano brasileiro.

Deixe um comentário