O estado do Maranhão está entre os primeiros do país a receber o fomepizol, medicamento utilizado como antídoto em casos de intoxicação por metanol — substância altamente tóxica, frequentemente presente em bebidas alcoólicas produzidas de forma clandestina.

O Ministério da Saúde recebeu nesta quinta-feira (9), no Aeroporto de Guarulhos (SP), um lote com 2,5 mil unidades do medicamento. Destas, 1,5 mil começaram a ser distribuídas para os estados que registraram maior número de casos de intoxicação.
Nesta primeira remessa, o Maranhão será contemplado com 48 unidades. Outros estados também foram incluídos na distribuição inicial, como São Paulo (288 doses), Pernambuco (68), Paraná (84), Rio de Janeiro (120), Rio Grande do Sul (80), Piauí (24), Goiás (52) e Paraíba (28), entre outros.
De acordo com o Ministério, cada paciente intoxicado pode precisar, em média, de quatro ampolas do medicamento, dependendo do peso e da gravidade do quadro clínico. O fomepizol é considerado um medicamento raro e de difícil produção, classificado como medicamento órfão, por não ter grande escala de fabricação.
Além do fomepizol, o governo também recebeu 12 mil ampolas de etanol farmacêutico, doadas pela empresa Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos. O etanol também pode atuar como antídoto, mas seu uso exige prescrição e monitoramento médico rigoroso.
O Ministério da Saúde informou ainda que está em andamento a aquisição de mais 5 mil unidades de fomepizol, com validade estimada de dois anos, para garantir o abastecimento da rede pública de saúde e estar preparado para possíveis novos casos de intoxicação por metanol no país.

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