Uma denúncia de violência foi registrada na Escola Municipal Gonçalves Dias, em Imperatriz. A mãe de uma criança autista, que não teve o nome divulgado, é suspeita de agredir a diretora, uma professora, a coordenadora e uma zeladora da unidade de ensino.

De acordo com as informações apuradas, a confusão teria começado após a mulher tomar conhecimento de que a cuidadora da turma havia faltado. Ela teria exigido permanecer em sala para acompanhar o filho durante a aula. No entanto, segundo a coordenação da escola, a permanência de pais ou responsáveis dentro da sala não é permitida pelas normas da instituição.

Ainda conforme os relatos, ao ser orientada a se retirar, a mulher teria iniciado as agressões. A presidente da Federação dos Trabalhadores do Serviço Público confirmou o caso e informou que a coordenadora foi atingida com um tapa, enquanto a diretora sofreu um empurrão e também foi agredida com um tapa.

A situação se agravou quando a professora, ao se virar para atender outra criança, teve o cabelo puxado pela suspeita, que caiu sobre ela e desferiu um tapa em seu rosto. A docente ficou bastante machucada.

As agressões só foram interrompidas quando o pai de um aluno percebeu a confusão e conseguiu retirar a mulher de cima da professora. O episódio ocorreu na frente de outras crianças, que teriam ficado abaladas. Segundo informações, alguns alunos não compareceram à escola no início desta semana por conta do ocorrido.

Atualmente, 448 crianças, do maternal ao 5º ano, estudam na Escola Municipal Gonçalves Dias. As vítimas registraram boletim de ocorrência e devem formalizar denúncia junto ao Ministério Público.

Uma funcionária informou que a professora, principal alvo das agressões, possui mais de 30 anos de atuação na educação e teria afirmado que não pretende retornar à sala de aula. Ela estaria emocionalmente abalada após o episódio. A mãe da criança não quis se pronunciar.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Imperatriz informou que, no momento da agressão, havia um cuidador responsável acompanhando a criança. A pasta destacou ainda que está prestando apoio psicológico, jurídico e pedagógico à professora e à equipe escolar.

A Secretaria acrescentou que não havia registro anterior de conflitos envolvendo a docente e que as providências cabíveis estão sendo adotadas.