A Roblox Corporation passou a responder a uma ação judicial movida pelo Condado de Los Angeles, que acusa a empresa de não adotar medidas suficientes para proteger usuários menores de idade dentro da plataforma. O processo foi apresentado na quinta-feira (19) e coloca em xeque a imagem pública do serviço como um ambiente digital seguro voltado à criatividade infantil.

De acordo com a denúncia, crianças teriam sido expostas de forma recorrente a comportamentos predatórios e abordagens inadequadas no ambiente virtual. A ação sustenta que falhas nos sistemas de moderação e na verificação de idade permitiriam a permanência de riscos, mesmo diante de declarações públicas da empresa sobre segurança. As informações foram divulgadas inicialmente pela Variety.

O processo também aponta que a plataforma teria priorizado crescimento e rentabilidade em detrimento da adoção de mecanismos mais rigorosos de proteção. Nos últimos meses, a empresa anunciou mudanças em seus protocolos, incluindo ferramentas de estimativa facial para confirmação de idade e ajustes nos controles de interação entre usuários. Parte dessas medidas, segundo relatos, enfrentou resistência entre jovens que utilizam o serviço.

Além da nova ação, a companhia já enfrenta outros questionamentos judiciais relacionados à segurança de menores. Em resposta a pedidos de posicionamento da imprensa, inclusive do Metrópoles, a empresa afirmou que mantém a proteção de usuários como prioridade e que continua ampliando seus mecanismos de prevenção e monitoramento.

Em nota oficial, a Roblox declarou que contesta “veementemente” as alegações e que irá se defender “com firmeza”. A empresa afirmou que foi construída tendo a segurança como pilar central e destacou que mantém salvaguardas avançadas para monitorar conteúdos e comunicações prejudiciais. Ressaltou ainda que usuários não podem enviar ou receber imagens pelo chat, o que, segundo a companhia, elimina uma das oportunidades mais comuns de uso indevido em ambientes online.

A empresa acrescentou que está implementando medidas adicionais para limitar ainda mais com quem os usuários podem conversar, que age rapidamente contra violações das regras e que colabora com autoridades para apoiar investigações e responsabilizar infratores. “Não existe linha de chegada quando se trata de proteger crianças”, afirmou a companhia, ao reconhecer que nenhum sistema é perfeito, mas reiterar compromisso contínuo com a segurança.