A polêmica em torno da trágica morte de um bebê durante um parto no Hospital Geral Municipal (HGM) de Codó ganhou novos capítulos na noite desta segunda-feira (18). A direção da unidade divulgou uma nota de esclarecimento negando negligência médica e acusando a imprensa de divulgar “informações falsas e maldosas”. No entanto, o comunicado omite o detalhe mais grave relatado por um funcionário que presenciou o procedimento: a decapitação da criança.

Na versão oficial, a direção do HGM afirma que, diante das complicações, a equipe médica teria optado por uma cesariana assim que a paciente deu entrada no hospital. Essa informação, porém, é contestada. Tanto o enfermeiro que denunciou o caso quanto outro médico que também estava de plantão confirmaram que a tentativa inicial foi de realizar um parto normal. Somente depois da morte do bebê é que foi feita a cesariana para retirar o corpo da criança e evitar maiores riscos à mãe.

A nota ainda sustenta que o hospital concentrou todos os esforços em salvar a vida da mãe, mas acusa a imprensa de ter criado uma “narrativa de terror” para descredibilizar a equipe. Em nenhum momento, entretanto, menciona que a criança teve a cabeça separada do corpo durante o procedimento, fato confirmado por outros profissionais que estavam de plantão no dia do ocorrido.

Diante do que considera uma tentativa de esconder a verdade, o jornalista Marco Silva registrou uma denúncia no Ministério Público do Maranhão. No documento, ele pede que seja realizada a exumação do corpo da criança para que as circunstâncias da morte sejam devidamente esclarecidas e os responsáveis responsabilizados.

O caso continua gerando forte repercussão em Codó. Para a população, a postura da direção do HGM — que tem à frente Rossana Araújo, esposa do vereador Leonel Filho — aumenta ainda mais a revolta e as suspeitas de que o episódio estaria sendo acobertado.