Após a grande repercussão da morte de um bebê durante um parto mal-sucedido no Hospital Geral Municipal (HGM) de Codó, novas informações vieram à tona e aumentam as suspeitas de negligência médica.

A mãe da criança, de 27 anos, permanece internada no hospital. Familiares relataram à nossa reportagem que nenhum parente foi comunicado oficialmente pelo HGM sobre o que havia acontecido. Eles só descobriram que a criança teve a cabeça decepada após a publicação da denúncia feita em nossa matéria anterior.

De acordo com os familiares, o corpo do bebê foi entregue por volta das 9h da manhã desta segunda-feira (18), velado na residência da família e sepultado no fim da tarde. Segundo os relatos, a direção do hospital teria orientado que não mexessem no corpo, que estava com uma grande faixa na região da cabeça. Imagens do pequeno caixão chegaram a circular nas redes sociais e foram compartilhadas por várias pessoas.

Uma parente da mãe informou ainda que, ao dar entrada no HGM, a gestante apresentou um documento médico alertando que ela não tinha condições de realizar parto normal. Mesmo diante dessa informação, o médico responsável pelo atendimento teria insistido no procedimento, o que acabou resultando na morte da criança.

Diante da pressão popular e das inúmeras mensagens enviadas à redação, resolvemos revelar identidade do médico: trata-se de Isisnaldo Silva Correia, que estava de plantão no hospital no momento do parto. O jornalista Marco Silva entrou em contato com ele ainda na manhã desta segunda-feira, mas até o final da noite não obteve resposta.

Fontes ligadas à administração municipal informaram que a Prefeitura de Codó deverá divulgar uma nota nesta terça-feira (19) sobre o caso. O governo deve alegar que a cabeça do bebê já estaria em processo de saída quando a mãe deu entrada no hospital, versão que é contestada pela por outros profissionais que acompanharam o parto.

A tragédia segue causando forte comoção em Codó. Familiares, abalados pela perda, cobram explicações e esperam que providências sejam tomadas para que situações semelhantes não voltem a acontecer.