Duas idosas, irmãs de 60 e 63 anos, denunciaram à Polícia Civil de Codó um suposto esquema de golpes financeiros que teria sido praticado por uma mulher identificada como Thais Sousa Nogueira, de 34 anos. Segundo as vítimas, os crimes teriam ocorrido de forma contínua desde o ano de 2022, envolvendo empréstimos bancários, uso indevido de cartões de crédito e portabilidades fraudulentas de benefícios.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 1º Distrito Policial de Codó, Thais era considerada pessoa de confiança da família e teria se aproveitado da relação próxima para obter acesso aos dados pessoais e bancários das idosas. A situação só veio à tona após a filha de uma das vítimas, que mora fora de Codó, visitar a cidade e ouvir da mãe que o dinheiro do benefício estava “vindo pouco”, sem que ela soubesse explicar o motivo.
Ao analisar os aplicativos bancários e extratos financeiros, a família descobriu a existência de diversos empréstimos consignados e compras no cartão de crédito, feitos sem o conhecimento das vítimas. Os documentos anexados à denúncia mostram contratos firmados em diferentes instituições financeiras, com parcelas que se estendem até os anos de 2033 e 2035, comprometendo significativamente a renda das idosas.

Ainda segundo a denúncia, a mulher teria realizado várias portabilidades dos benefícios previdenciários, transferindo-os de banco em banco. A prática, conforme relatado, teria como objetivo possibilitar novos empréstimos e garantir o recebimento de valores extras, conhecidos como “troco”, pagos nessas operações.
Outro ponto que chama atenção no inquérito é o uso dos cartões de crédito das vítimas em uma maquininha registrada no próprio nome de Thais Sousa Nogueira. Extratos bancários indicam diversas compras parceladas em até 12 vezes, vinculadas diretamente ao nome da suspeita. Um dos documentos analisados pela reportagem mostra que, somente na fatura de dezembro de 2025, o valor cobrado chegou a R$ 34.362,70, quantia totalmente incompatível com a realidade financeira das vítimas.

Familiares das idosas estimam que o prejuízo acumulado ao longo dos anos possa ultrapassar R$ 200 mil. Diante da gravidade dos fatos, as irmãs formalizaram a denúncia na Polícia Civil, que agora investiga o caso para apurar responsabilidades e identificar a extensão dos danos.
Procurada pelo jornalista Marco Silva, Thais Sousa Nogueira afirmou estar surpresa com a denúncia e negou irregularidades. Segundo ela, todas as movimentações financeiras teriam sido realizadas com o consentimento das idosas, e haveria provas que comprovariam sua inocência. A suspeita chegou a afirmar que enviaria os documentos à reportagem e que iria até a casa das vítimas para que elas mesmas falassem com o jornalista e desmentissem as acusações.
No entanto, até o fechamento desta matéria, nenhuma prova foi encaminhada e o contato prometido não ocorreu.
O caso segue agora sob investigação da Polícia Civil, enquanto as vítimas aguardam providências do sistema de Justiça.

Ela já roubou mais de 10 mil reais do meu avô. Tenho todas as provas das transações bancarias feita por ela e pra sua própria conta bancaria.