Uma nova e grave denúncia coloca o deputado estadual Francisco Nagib no centro de um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos milionários firmados pela Prefeitura de Codó. De acordo com relatos obtidos pelo Marco Silva Notícias, o parlamentar teria usado sua influência política dentro da gestão municipal, comandada por seu pai, o prefeito Francisco Carlos de Oliveira, para exigir parte dos valores pagos a empresas contratadas pelo município.

A acusação mais recente envolve um contrato superior a R$ 5 milhões firmado entre a Prefeitura de Codó e a empresa Autobahn Tecnologia Ltda. O acordo, assinado em 7 de fevereiro de 2025, previa a prestação de serviços de consultoria, assessoramento tributário e apoio técnico à equipe responsável pela área tributária do governo municipal. Segundo um ex-funcionário da empresa, o deputado teria comparecido diversas vezes à sede da companhia e exigido 50% do valor total do contrato como condição para a manutenção do acordo.
Em áudios e documentos encaminhados ao Ministério Público do Maranhão, o denunciante afirma que presenciou diretamente as cobranças feitas pelo deputado. De acordo com ele, metade do valor bruto das notas fiscais emitidas pela empresa seria destinada ao parlamentar. O percentual, segundo o relato, não correspondia a custos operacionais, impostos ou despesas administrativas, sendo tratado internamente como uma espécie de “rachadinha” vinculada ao contrato público.

Essa não é a primeira denúncia envolvendo o parlamentar. Em dezembro do ano passado, um empresário já havia procurado o jornalista Marco Silva para relatar que teria sido pressionado por Francisco Nagib a entregar metade de um contrato de R$ 800 mil firmado com a Prefeitura de Codó. Agora, com valores ainda mais elevados e novos testemunhos, as suspeitas ganham proporções ainda mais graves.
O ex-funcionário da Autobahn Tecnologia Ltda também questiona a própria necessidade do serviço contratado pela prefeitura, afirmando que o município já possuiria estrutura suficiente para lidar com a área tributária sem a contratação da empresa. Segundo ele, o alto percentual exigido pelo deputado era motivo constante de insatisfação por parte do proprietário da companhia.
As denúncias não se limitam a Codó. A mesma empresa também é citada em suspeitas de irregularidades em outros municípios maranhenses. Em Miranda do Norte, a empresa teria operado com um percentual de 20% sobre os valores arrecadados pelo município. Já em Pinheiro, a denúncia aponta a celebração de dois contratos com objetos semelhantes envolvendo empresas do mesmo grupo empresarial.
Diante da gravidade das acusações, cresce o questionamento sobre a atuação dos órgãos de controle. Até quando o Ministério Público do Maranhão e o Poder Judiciário permanecerão em silêncio diante de denúncias que envolvem contratos públicos milionários e suspeitas de divisão ilegal de recursos?
O Marco Silva Notícias informa que tentou contato com todos os citados na reportagem ao longo das últimas duas semanas, mas até o momento nenhuma das mensagens enviadas foi respondida. Caso os envolvidos decidam se manifestar, o espaço permanece aberto para esclarecimentos.

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