Duas famílias de Codó vivem momentos de dor e angústia enquanto aguardam a conclusão dos procedimentos periciais realizados pelo Instituto Médico Legal (IML).

Um dos casos envolve o homem que morreu afogado no Rio Itapecuru e teve o corpo encontrado na tarde de ontem após dias de buscas. O outro é o de José Rocha da Silva, de 26 anos, morto na zona rural do município após uma ocorrência familiar registrada no povoado Corujão.

Os dois corpos permaneceram no morgue do Hospital Geral Municipal (HGM) aguardando a chegada da equipe do IML de Timon. Segundo informações apuradas pela reportagem, o veículo do instituto só chegou ao município no final da manhã desta quarta-feira.

A demora causou revolta e sofrimento entre familiares, que passaram horas à espera da remoção dos corpos. Relatos apontam que, quando a equipe finalmente chegou, os corpos já apresentavam forte odor devido ao tempo de espera.

Após a remoção, os corpos foram encaminhados para Timon, onde passarão pelos exames periciais. Somente após a conclusão dos procedimentos é que serão liberados para retornar a Codó e serem sepultados pelas famílias.

O episódio escancara, mais uma vez, a ausência de uma estrutura pericial mais próxima da população de Codó e de outros municípios da região, situação que frequentemente prolonga o sofrimento de famílias que já enfrentam o impacto da perda de entes queridos.