O empresário Eliésio Marinho da Silva, acusado de matar a própria esposa e tentar simular um suicídio, foi preso novamente nesta quinta-feira (31) durante a Operação Capital Oculto, em Teresina (PI). Desta vez, ele é suspeito de lavar dinheiro para uma facção criminosa atuante na capital piauiense.

A operação, coordenada pela Polícia Civil, visa o cumprimento de 76 ordens judiciais e já resultou na prisão de pelo menos três pessoas envolvidas em esquemas de lavagem de dinheiro por meio de locadoras e lojas de veículos de luxo. Mandados foram cumpridos em bairros como Vila Dagmar Mazza, Santa Isabel e em um condomínio às margens da BR-343.
Eliésio Marinho foi capturado dentro de sua própria loja de automóveis, localizada na Avenida Barão de Gurgueia, que, segundo as investigações, funcionava como fachada para movimentações financeiras ilícitas da organização criminosa. Durante a ação, a polícia apreendeu documentos, dinheiro em espécie e carros de luxo.
Relembre o caso de feminicídio
Eliésio já havia sido preso em 2023, acusado de assassinar sua esposa, Kamila Carvalho do Nascimento, na residência do casal no bairro Nova Brasília, Zona Norte de Teresina. Kamila foi encontrada morta com um tiro na cabeça na madrugada do dia 20 de outubro. Próximo ao corpo, a polícia encontrou uma pistola com o gatilho travado, o que inicialmente levantou a suspeita de suicídio.
No entanto, o laudo cadavérico revelou que o disparo foi feito a longa distância, o que impossibilita a hipótese de tiro autoinfligido. A Delegacia de Homicídios concluiu que Eliésio forjou a cena do crime, inclusive colocando uma faca na mão da vítima para reforçar a versão de suicídio.
O Ministério Público do Piauí denunciou o empresário pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio), fraude processual e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. A denúncia ainda destacou que o crime ocorreu na presença da filha do casal, de apenas quatro anos.
No dia 13 de junho deste ano, a Justiça pronunciou Eliésio Marinho para ser julgado pelo Tribunal do Júri, mas ainda não há data definida para o julgamento.

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