A crise política dentro do grupo do prefeito Chiquinho do PT parece ter ganhado um novo e polêmico capítulo. Segundo informações de bastidores, o prefeito de Codó teria decidido agir com mão de ferro para conter a crescente debandada de aliados que vêm apoiando outros nomes nas articulações para as eleições de 2026.

Fontes ligadas ao governo municipal afirmam que Chiquinho do PT estaria pressionando o ex-prefeito Zito Rolim e o vereador Leonel Filho a abandonarem o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) — seu antigo aliado — para declarar apoio ao ministro Juscelino Filho (União Brasil), que deve tentar a reeleição para a Câmara dos Deputados.
Caso a manobra se confirme, o maior prejudicado será justamente Márcio Jerry, que corre o risco de ficar sem nenhum apoiador de peso em Codó.
A pressão, ao que tudo indica, tem dado resultado. Zito Rolim, que ocupa cargos estratégicos no governo municipal, estaria disposto a ceder às exigências do prefeito. Já Leonel Filho, que também tem forte influência na máquina pública, mantém dezenas de eleitores empregados na administração e ainda emplacou a esposa, Rossana Araújo, como diretora do Hospital Geral Municipal (HGM).
Vale lembrar que Leonel Filho comanda o PCdoB em Codó por indicação de Márcio Jerry e chegou a nomear como presidente do partido uma influenciadora digital investigada pela SEIC (Superintendência Estadual de Investigações Criminais) por crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal — o que já havia gerado desconforto nos bastidores políticos.
Se confirmada a traição política, a articulação de Chiquinho do PT pode representar um golpe duro em Márcio Jerry, que verá anos de aliança e estrutura partidária em Codó desmoronarem em troca de conveniências políticas locais.
Procurados pela reportagem, Márcio Jerry, Zito Rolim e Leonel Filho não responderam às mensagens até o fechamento desta matéria.

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