Um decreto publicado na edição do dia 18 de dezembro do Diário Oficial do Município de Codó reacendeu o debate sobre prioridades na gestão do prefeito Chiquinho do PT. O documento, assinado pelo próprio prefeito e com data retroativa, reajusta para cima os valores pagos em diárias a servidores públicos municipais, incluindo altos cargos da administração.

De acordo com o decreto municipal nº 4.483, de 7 de fevereiro de 2025, os novos valores contemplam prefeito, vice-prefeito, secretários, assessores e demais cargos da estrutura administrativa, com diárias que chegam a R$ 3 mil em viagens internacionais e valores expressivos mesmo em deslocamentos dentro do estado e da capital.
A publicação ocorre em meio a um cenário de forte crítica social. Recentemente, a base aliada do prefeito na Câmara Municipal rejeitou uma indicação apresentada pelos vereadores Pastor Max e Domingos Reis, que solicitava o pagamento do 13º salário para garis, vigias e zeladoras, trabalhadores terceirizados responsáveis por serviços essenciais no município.
Segundo informações de bastidores, a rejeição da indicação seguiu orientação direta do Executivo, que teria determinado aos vereadores aliados que votassem contra a proposta. A decisão gerou revolta, sobretudo pelo fato de se tratar apenas de uma indicação, sem criação imediata de despesa obrigatória.
O contraste entre as duas medidas chama atenção: enquanto o governo alega limitações orçamentárias para justificar a negativa do 13º aos trabalhadores de menor renda, há recursos disponíveis para aumentar diárias pagas a integrantes da própria administração.
Até o momento, o prefeito Chiquinho do PT não se manifestou oficialmente sobre o reajuste das diárias nem sobre a orientação dada à base governista para rejeitar a indicação.

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