Passados vários dias desde a rejeição da indicação que solicitava o pagamento do 13º salário para garis, vigias e zeladoras, um detalhe tem chamado ainda mais atenção do que o próprio voto: o silêncio do vereador Leonel Filho.

Conhecido por usar com frequência as redes sociais para atacar adversários políticos, rebater críticas e se defender sempre que se sente pressionado, Leonel Filho adotou, desta vez, uma postura completamente diferente. Desde que veio a público o seu voto contrário ao benefício destinado aos trabalhadores terceirizados, o vereador não se manifestou oficialmente, não apresentou justificativas e tampouco direcionou uma palavra aos profissionais afetados pela decisão.
O silêncio contrasta com o histórico recente do parlamentar, que costuma reagir rapidamente a críticas e polêmicas envolvendo seu nome. No entanto, quando o assunto envolve garis, vigias e zeladoras, categorias que recebem baixos salários e aguardavam o 13º como um alívio financeiro no fim do ano, Leonel preferiu se calar.
A ausência de explicações tem sido interpretada por parte da população como falta de sensibilidade e de responsabilidade política. Para vereadores da oposição, o mínimo esperado seria que Leonel Filho viesse a público esclarecer sua posição ou, ao menos, reconhecer o impacto da decisão sobre trabalhadores que prestam serviços essenciais ao município.
A cobrança cresce ainda mais diante do contexto recente, em que a Câmara aprovou benefícios para os próprios vereadores, como aumento salarial, 13º e férias remuneradas, enquanto rejeitou a indicação voltada aos terceirizados. Nesse cenário, o silêncio de Leonel Filho acaba ampliando o desgaste político e a percepção de incoerência.
Para parte da população codoense, Leonel Filho deveria assumir publicamente sua escolha e, sobretudo, pedir desculpas aos garis, vigias e zeladoras, que se sentiram desprestigiados pela decisão da Câmara. O silêncio, nesse caso, fala alto — e não joga a favor do vereador.

Leonel Filho posa de bom moço, mas na prática age como quem apunhala a cidade pelas costas. Quando é para atacar adversário, faz barulho; quando é para explicar por que tirou o 13º de quem ganha pouco, escolhe o silêncio. Defendeu o próprio bolso, virou as costas para garis, vigias e zeladoras — e ainda quer aplauso. Isso não é omissão, é caráter exposto.