Após a forte repercussão negativa envolvendo a compra de carteiras de identificação funcional, a Câmara Municipal de Codó divulgou uma nota de esclarecimento tentando conter o desgaste causado pelo episódio que ganhou destaque na mídia local e estadual.
No documento, a Casa Legislativa afirma que houve um erro material de digitação na publicação oficial da Dispensa de Licitação nº 008/2026, que indicava um gasto de R$ 64.173,00 com carteiras de luxo destinadas aos vereadores. Segundo a Câmara, o valor correto seria de R$ 13.950,00, já corrigido por meio de um Aviso de Errata publicado no Diário Oficial no dia seguinte.
Ainda de acordo com a nota, foram adquiridos quatro itens:
19 carteiras de identificação funcional em couro ao custo de R$ 280 cada,
19 bottons de lapela por R$ 55 cada,
placas de identificação de mesa em acrílico sólido,
e kits de “risque-rabisque” em couro, avaliados em R$ 390 cada.

Apesar da tentativa de esclarecimento, o episódio expõe fragilidades graves na gestão administrativa da Câmara, já que um erro dessa magnitude — mais de R$ 50 mil de diferença — passou por todo o trâmite burocrático e foi publicado oficialmente sem conferência prévia.
A nota também tenta transferir parte da responsabilidade à imprensa e aos blogs locais, ao pedir “responsabilidade” e “checagem de fatos”. No entanto, o próprio documento confirma que a informação inicialmente divulgada partiu da Câmara Municipal, o que levanta questionamentos sobre os procedimentos internos, a transparência real e o controle dos atos administrativos.
O caso ganhou ainda mais repercussão após ser exibido no JMTV 2ª Edição, da TV Mirante, ampliando o debate público sobre o uso de recursos públicos e a prioridade dos gastos em um município que enfrenta demandas urgentes em áreas essenciais.
Mesmo com o recuo oficial, a polêmica deixa um rastro de desconfiança e reforça o papel da imprensa na fiscalização do poder público. Afinal, se não fosse a cobrança pública, o erro teria sido corrigido?

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