Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, conhecido como El Cid, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e suspeito de planejar a morte do senador Sergio Moro, foi preso nesta quarta-feira (4) no município de Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza. Ele estava acompanhado da esposa, que também portava documentos falsos e acabou detida durante a abordagem realizada pela Polícia Militar do Ceará (PMCE). Ambos foram encaminhados às autoridades competentes, e El Cid foi entregue à Polícia Federal.

Contra o suspeito havia dois mandados de prisão em aberto pelos crimes de associação ao tráfico de drogas e homicídio. A prisão ocorreu durante uma operação de rotina. O governador do Ceará, Elmano de Freitas, destacou a relevância da ação em publicação nas redes sociais, classificando El Cid como “um dos bandidos mais perigosos do país” e elogiando a atuação da polícia cearense na captura e entrega do investigado à Polícia Federal.

De acordo com investigações da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo, El Cid integrava um grupo do PCC que planejava sequestrar e assassinar o então juiz e atual senador Sergio Moro, sua esposa, Rosangela Moro, e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Gaeco. O plano teria como objetivo forçar o pagamento de resgate para beneficiar Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo da facção criminosa.

O histórico criminal de El Cid inclui tráfico de drogas, roubos e ataques contra agentes de segurança pública. Entre os episódios mais graves atribuídos a ele estão a explosão de um caixa eletrônico em 2014, em São Paulo, com sequestro de ônibus e troca de tiros com a polícia, além de uma denúncia por tentativa de homicídio contra policiais militares em 2020. Após ter sido solto em setembro de 2022, a Justiça paulista abriu procedimento para apurar possível soltura indevida, considerando a alta periculosidade do suspeito, que segue sendo investigado por envolvimento com organização criminosa.