Auxiliares de sala da rede municipal de Codó voltaram a relatar indignação com a carga horária imposta pela Secretaria Municipal de Educação neste fim de ano. A nova reclamação, enviada à reportagem, reforça que os profissionais foram informados de que deverão permanecer nas escolas até o dia 31 de dezembro, mesmo sem alunos e apesar do decreto municipal que estabelece recesso administrativo entre 30 de dezembro e 4 de janeiro.

O decreto nº 4.544, assinado pelo prefeito Chiquinho do PT e publicado no Diário Oficial do Município no dia 9 de dezembro, determina:

  • Expediente até meio-dia nos dias 24 e 30 de dezembro;
  • Ponto facultativo no dia 26;
  • Feriado nacional no dia 25;
  • Recesso administrativo de 30 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026, com exceção apenas dos serviços considerados essenciais.

Apesar disso, auxiliares afirmam que foram orientados a seguir trabalhando normalmente até o último dia do ano — mesmo sem alunos, que já estarão de férias.

Uma profissional, que pediu para não ter o nome divulgado por medo de retaliações, descreveu um cenário de grande desgaste emocional e físico:

“A gente não tá entendendo por que nós auxiliares temos que ir à escola até o dia 31 sem ter alunos. O secretário acha que não temos família? A carga horária é cansativa demais, manhã e tarde. Estamos doentes, psicologicamente esgotados, sendo humilhados todos os dias.”

Segundo ela, muitos trabalhadores chegam ao limite:

“Saímos de manhã, voltamos à tarde no extremo, com dores de cabeça de tanto lutar com as crianças. Depois, às 13h, começa outro turno. É uma jornada exaustiva por um salário com descontos.”

A auxiliar também questiona o sentido de manter o expediente após a saída dos estudantes:

“Se os alunos e os acompanhamentos já entraram de férias, o que vamos fazer até o dia 31 sem aluno?”

A denúncia reforça o clima de insatisfação entre servidores da Educação, similar ao que já havia sido relatado por professores no início do mês — quando eles também se revoltaram ao serem informados de que teriam aulas até o último dia do ano.

Até o fechamento desta matéria, a Secretaria Municipal de Educação não se pronunciou sobre a exigência de manter auxiliares nas escolas em período que, segundo decreto oficial assinado pelo próprio prefeito, seria de recesso administrativo para todas as repartições não essenciais.

A reportagem permanece aberta a esclarecimentos do governo municipal.