A família de Kauã Costa, de 21 anos, executado a tiros no povoado Bacabinha, zona rural de Codó, voltou a cobrar respostas das autoridades e denunciou suposta negligência nas investigações do caso. O crime aconteceu na tarde do dia 2 de maio e causou grande repercussão entre moradores da região.

Segundo informações repassadas na época pelo sargento Medeiros, do 17º BPM, Kauã foi atingido por diversos disparos de arma de fogo. A Polícia Militar foi acionada e se deslocou até o Hospital Geral Municipal (HGM), onde o óbito do jovem foi confirmado.
De acordo com relatos da família, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta de grande porte. Fingindo serem clientes do estabelecimento onde a vítima estava, os suspeitos pediram uma bebida e aguardaram o momento em que Kauã se distraiu para efetuar os disparos.
No local do crime, a perícia encontrou 10 cápsulas deflagradas de pistola calibre 9 milímetros, evidenciando a violência da execução.
Dias após o crime, a irmã da vítima procurou o jornalista Marco Silva para denunciar o que classificou como descaso por parte da polícia na condução do caso. Segundo ela, a família sente que a morte de Kauã está sendo negligenciada por ele estar sendo tratado como “mal elemento”.
“Meu irmão trabalhava, era um menino que ninguém tinha o que falar dele. Ele só estava em Codó para ajudar meu pai, que sofreu um acidente”, disse.
A irmã contou ainda que Kauã havia pedido férias do trabalho para auxiliar o pai, que depende de um bar para garantir renda à família.
“O delegado disse que iria até Bacabinha, mas não foi. Nós queremos respostas. A morte do meu irmão não pode ficar impune”, afirmou.
A família pede mais visibilidade para o caso e cobra que os responsáveis pelo assassinato sejam identificados e presos.

Deixe um comentário