Com 38,3 mil empresas e bilhões em movimentação, setor ganha peso estratégico e atrai investimentos públicos e privados
Nos últimos anos, o Rio de Janeiro vem se destacando no cenário audiovisual brasileiro, se consolidando como um polo central na produção. O setor é impulsionado por uma combinação de incentivos governamentais, talento local e infraestrutura robusta.
Levantamento do Sebrae Rio revela que o mercado audiovisual do estado do Rio de Janeiro cresceu 71% em cinco anos, tornando-se pilar da economia criativa fluminense. Com 38,3 mil empresas, o setor gerou R$ 4,2 bilhões em movimentação econômica, impulsionado por pequenas empresas e pós-produção, concentrando-se na capital.
A cidade, conhecida por paisagens icônicas e diversidade cultural, oferece um cenário natural que atrai produções nacionais e internacionais. Além disso, segundo o Observatório do Cinema e do Audiovisual (Oca/ Ancine), a presença de estúdios modernos e de uma mão de obra qualificada tem sido um diferencial para a consolidação da cidade como líder no setor audiovisual, destacando o Rio de Janeiro em eventos de marketing 2026 como motor econômico e cultural na produção brasileira.
A capital fluminense abriga eventos importantes, que servem de vitrine para novos talentos e produções independentes. Evento de criatividade no Rio de Janeiro não apenas promove a cultura local, mas também atrai investidores e profissionais da indústria de todo o mundo, fomentando o networking e parcerias estratégicas.
A diversidade temática e a qualidade técnica das produções têm sido reconhecidas em premiações internacionais, aumentando ainda mais a visibilidade da cidade no cenário global.
Impacto além do setor
No audiovisual, segundo o estudo do Sebrae Rio, do total de empresas abertas no estado em 2025, 99% pertencem ao universo dos pequenos empreendimentos, o que corresponde a 6,8 mil novos empreendimentos. Atualmente são 38,3 mil empresas ligadas ao audiovisual no estado. A capital concentra 66,6% destes negócios, seguida de Niterói (5,4%), São Gonçalo (2,7%) e Duque de Caxias (2,3%).
Entre as empresas do audiovisual no estado, 99% são de pequeno porte. Os microempreendedores individuais (MEIs) representam 53%, as microempresas 36% e as empresas de pequeno porte correspondem a 8%. Três atividades concentram 78% do total. O serviço de pós-produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão reúne 34%; a produção de fotografias responde por 30%; enquanto a produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão representa 14%.
“O setor audiovisual não impacta apenas o próprio segmento. Filmes, por exemplo, podem inspirar outros setores da economia a adaptar produtos ou serviços para humanizar marcas, criar conexão com o cliente e participar desses momentos”, aponta a coordenadora de Economia Criativa do Sebrae Rio, Carolyne Gomes.
Investimentos por trás do crescimento
Além dos incentivos fiscais oferecidos pelo governo estadual e municipal, o Rio de Janeiro também se beneficia das parcerias entre o setor público e privado para fomentar o crescimento da indústria audiovisual. Programas de formação e capacitação têm sido implementados para preparar novos profissionais, assegurando que a cidade continue a ser uma fonte de inovação e criatividade.
A cidade investiu, recentemente, R$ 5,3 milhões para impulsionar o audiovisual carioca, recursos provenientes da parceria da Prefeitura do Rio com o Ministério da Cultura. Os recursos são destinados ao Programa de Fomento ao Audiovisual Carioca 2026, com foco em projetos de curta-metragem, ações locais como cineclubes, mostras e festivais de audiovisual, além do apoio à participação de obras e profissionais em festivais e mercados internacionais.
Os novos editais complementam o Programa de Fomento da RioFilme lançado em 2025, que realizou o maior investimento da história na indústria audiovisual carioca, com R$ 138,3 milhões em recursos.
Impacto do setor no PIB é alto
Durante o lançamento da Federação da Indústria e Comércio Audiovisual (Fica), no fim do ano passado, foi apresentado um estudo que revela o impacto de R$ 70 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do setor.
De acordo com o levantamento da Oxford Economics a pedido da Motion Picture Association (MPA), o setor audiovisual brasileiro gerou um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 70,2 bilhões em 2024.
Entre as atividades que alavancaram a economia nacional, por meio de empregos, impostos, exportações e outros serviços, estão produção, distribuição e exibição de conteúdos de filmes, séries, programas de TV e vídeos sob demanda. O estudo aponta a geração de 608.970 empregos diretos e indiretos.
O objetivo da Fica é representar toda a cadeia produtiva do audiovisual, reunindo profissionais e empresas em torno de uma federação nacional. Segundo representantes da federação, o Brasil tem potencial para ampliar sua participação no PIB de 0,6% para 1,5% nos próximos três anos.

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