A polêmica estátua que fazia parte da decoração natalina de Codó, e que gerou revolta entre familiares de pessoas com autismo, desapareceu misteriosamente na madrugada deste sábado (8). A escultura havia sido instalada na Praça Alcebíades Silva como parte da ornamentação de Natal inaugurada pelo prefeito Chiquinho do PT, e custou parte dos quase R$ 6 milhões investidos pela prefeitura nas festividades.

A remoção repentina aconteceu horas depois da repercussão massiva da matéria publicada pelo Marco Silva Notícias, que expôs a indignação de famílias e especialistas sobre a forma como o autismo foi retratado na obra. A estátua, que mostrava uma criança aparentemente nua, com as mãos coloridas de tinta e diante de um muro com a frase “Ser autista não é defeito, é uma forma diferente de existir”, foi considerada por muitas pessoas como ofensiva, distorcida e desrespeitosa.
Nas redes sociais, a publicação gerou milhares de reações e comentários, dividindo opiniões entre quem defendia a suposta homenagem e quem via na estátua uma tentativa mal executada de homenagem à causa autista.
Na manhã deste sábado, moradores que passaram pela praça notaram que a escultura havia sido retirada. O repórter Gildo Brito esteve no local e confirmou que a estátua foi arrancada totalmente, restando apenas a base onde estava fixada. Até o momento, a Prefeitura de Codó não se pronunciou oficialmente sobre o motivo da remoção nem sobre o destino da peça.
A situação reforça as críticas à gestão de Chiquinho do PT, acusada de agir com improviso e falta de sensibilidade em temas delicados. O caso, que começou como uma tentativa de ornamentar o Natal codoense, acabou se transformando em um símbolo de desrespeito e despreparo administrativo — e agora, com o desaparecimento da estátua, soma mais um capítulo à série de polêmicas que marcam o governo municipal.

Deixe um comentário