Depois de ser desmascarado por ter mentido ao afirmar que o show do Frei Gilson fez parte da programação natalina da Prefeitura de Codó — o que foi desmentido publicamente —, o deputado estadual Francisco Nagib volta a se envolver em mais uma polêmica. Desta vez, o parlamentar tenta posar de “crente” nas redes sociais, cantando músicas evangélicas e dizendo ter conseguido, por meio de uma emenda parlamentar, o valor de R$ 180 mil para custear o show gospel do cantor Davi Sacer, previsto para o dia 28 de novembro, em comemoração ao Dia do Evangélico em Codó.

A diferença, no entanto, é gritante. Enquanto o Frei Gilson veio a Codó sem cobrar um centavo, movido apenas pelo propósito de evangelizar, o cantor Davi Sacer — que há anos não figura entre os grandes nomes da música gospel — vai embolsar um cachê de R$ 180 mil, pagos com dinheiro público do governo Chiquinho do PT.

A “coincidência” é que o valor seria fruto de uma emenda parlamentar supostamente destinada por Nagib. O problema é que o deputado, conhecido nos bastidores como “Deputado Rachadinha”, não apresenta provas concretas de que realmente tenha conseguido tal recurso. Tudo indica mais uma tentativa desesperada de recuperar a imagem política desgastada após sucessivos escândalos e promessas duvidosas.

Com o episódio, Francisco Nagib tenta surfar na onda gospel para limpar sua reputação, mas o povo de Codó já começa a perceber o padrão: muita encenação, pouca verdade. Depois da mentira sobre o Frei Gilson, agora o parlamentar quer usar o nome de Deus para se promover — e, pior, às custas do dinheiro do contribuinte.

Vale lembrar que o deputado continua na lista de inelegíveis do Tribunal de Contas da União (TCU), em razão de uma condenação relacionada à falta de comprovação na prestação de contas de recursos do Programa de Educação Infantil – Novos Estabelecimentos, referentes ao exercício de 2017, quando Nagib ainda era prefeito de Codó.