O que muita gente já desconfiava, nesta segunda-feira (22) foi dito em alto e bom som: o vereador Wesley Coutinho não faz mais parte do grupo político dos Gentil. E não saiu em silêncio. Pelo contrário, fez um discurso firme, direto e corajoso, que expôs o que muita gente em Caxias já sente na pele: a velha forma de governar baseada em favores, perseguições e conchavos não combina mais com o tempo que vivemos.

“Enquanto eu pensava que era da situação, vereadores fazendo reunião para dividir o meu espaço, meus cargos. O prefeito não teve a hombridade de me chamar para conversar, preferiu mandar recado”, disse.

Wesley relatou que foi afastado de forma covarde da base governista, com a exoneração de cargos de aliados e familiares sem sequer uma conversa. É assim que o grupo Gentil trata quem não abaixa a cabeça: com perseguição e desrespeito. Mas, ao invés de se calar, ele foi à tribuna e falou o que precisava ser dito. “Não fui eleito para puxar saco de prefeito, mas para legislar e fiscalizar”, disparou o vereador, em uma crítica certeira à prática comum dentro da Câmara de transformar vereadores em meros bajuladores do executivo.

Ao se alinhar à liderança de Ferdinando Coutinho, reconhecido como exemplo de dignidade e firmeza, Wesley mostra que prefere caminhar ao lado de quem honra a política, mesmo que isso custe cargos ou favores. Wesley também teve a humildade de pedir desculpas ao povo de Caxias por ter acreditado e apoiado o projeto de Gentil Neto, que segundo ele, se mostrou ainda pior que a gestão do tio, Fábio Gentil. Ainda durante o discurso o vereador citou a deputada Claúdia Coutinho que pediu desculpas por votar no grupo gentil

A saída de Wesley Coutinho do grupo Gentil não é apenas mais um rompimento: é um sinal claro de que a velha política está ruindo. E que a Câmara de Caxias, com vozes firmes como a dele, pode sim reencontrar seu verdadeiro papel: ser a casa do povo, não o puxadinho de quem está no poder.