Pressionado por uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que considerou irregulares contas relacionadas à obra do Sistema de Esgotamento Sanitário de Codó, o ex-prefeito Francisco Nagib apresentou, no dia 16 de março de 2026, um novo recurso tentando reverter a condenação.

No processo nº 006.994/2024-5, a estratégia adotada pela defesa foi clara: transferir a responsabilidade para o ex-prefeito José Rolim Filho, o Zito Rolim, aliado político histórico na cidade.
Segundo o recurso, a obra teria sido herdada por Nagib já paralisada, incompleta e sem funcionalidade, situação que, de acordo com a defesa, teria sido causada pela gestão anterior. A tese apresentada tenta convencer o TCU de que o ex-prefeito apenas encontrou um problema pronto e sem condições técnicas e financeiras de solução.
O problema é que o próprio TCU já entendeu que houve prejuízo ao erário e responsabilizou solidariamente os dois ex-prefeitos, justamente porque a obra permaneceu inacabada mesmo após anos de gestão municipal.

Na prática, o novo recurso escancara uma tentativa política e jurídica de empurrar a culpa para Zito Rolim, numa manobra vista por muitos como tentativa de se livrar das consequências que podem levar à inelegibilidade.
Essa, aliás, não é a primeira vez que Nagib adota essa linha de defesa. Em outro processo que também resultou em condenação, o ex-prefeito tentou se desvincular das irregularidades jogando a responsabilidade para secretários de sua própria administração, numa estratégia para se afastar da responsabilidade direta pelos atos do governo.
Agora, no caso do esgotamento sanitário, o roteiro parece se repetir: para tentar se salvar, Nagib volta a procurar culpados desta vez, mirando diretamente em Zito Rolim.
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