Durante a sessão da Câmara Municipal de Aldeias Altas, realizada no dia 22 de outubro, o vereador Almeida Adinilo fez um pronunciamento que deixou clara uma fragilidade no grupo político conhecido como G6, formado por seis vereadores que afirmam deter o controle da Casa. Com um tom crítico e direto, Adinilo colocou em dúvida a organização e a coesão interna do bloco, reconhecendo publicamente que, mesmo com maioria numérica, o grupo carece de segurança e de sintonia para avançar com propostas legislativas.

Então, o projeto do IAPA também, que é os 14%, ele será colocado aqui quando tiver margem de segurança dos vereadores. Infelizmente. Aqui tem a quantidade, mas não tem a qualidade.”, afirmou o vereador, deixando claro o desconforto com a postura dos colegas. A declaração, feita em dois momentos de seu pronunciamento, soou como um recado direto ao próprio grupo. Segundo Adilino, é preciso “esperar o momento certo” para apresentar projetos, pois há o risco de que, se um dos integrantes “tutubiar”, isto é, hesitar, a matéria não seja aprovada.

A frase expôs, diante de todos, que o G6 não atua com a unidade que tenta demonstrar publicamente, revelando contradições internas e insegurança política entre seus membros. O G6 surgiu com o discurso de ser uma base sólida e organizada, capaz de conduzir decisões estratégicas no Legislativo aldeense. No entanto, a fala de Almeida Adilino revelou o oposto: a falta de coordenação e de confiança mútua entre os vereadores que compõem o bloco. Ao admitir que projetos ainda não foram pautados por falta de “segurança” dos próprios aliados, o vereador escancarou um cenário de improvisação política e de incerteza nas votações. Em vez de mostrar força, a fala mostrou fragilidade. E o que seria um grupo de maioria, na prática, parece um conjunto de vereadores sem alinhamento claro, o que compromete o andamento das pautas e o equilíbrio institucional da Câmara.

O parlamentar, ao reconhecer publicamente essa limitação, trouxe à tona uma crítica que muitos observadores já faziam nos bastidores de que o grupo se preocupa mais em manter a aparência de poder do que em construir um trabalho legislativo consistente. Ao contrário do discurso de união que costuma ser repetido nas sessões, a fala do vereador revelou um racha silencioso e uma falta de direcionamento político. O episódio deixou claro que, em Aldeias Altas, o poder da maioria não tem garantido harmonia nem eficácia. E, como demonstrou o próprio integrante do bloco, o G6 parece mais preocupado em contar votos do que em construir resultados.