Um dos suspeitos de invadir um velório, atirar contra o cadáver e incendiar o caixão de Adão Rodrigues dos Santos Júnior foi preso temporariamente na manhã desta quarta-feira (11), durante operação do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), em Teresina. O segundo envolvido no crime continua foragido.

De acordo com a Polícia Civil do Piauí, o ataque ocorreu no dia 24 de janeiro e foi premeditado, estando relacionado à disputa entre facções criminosas que atuam na capital. Adão era investigado por envolvimento em pelo menos dois homicídios.
O delegado Laércio Evangelista, coordenador do Draco, afirmou que um dos assassinatos atribuídos a Adão teria como vítima um integrante da facção rival dos suspeitos. “O Adão era de facção rival e, no passado, se envolveu em um homicídio de um integrante deles. Como forma de vingança e delimitação territorial, eles atiraram no crânio do cadáver e atearam fogo no caixão”, explicou.
Segundo as investigações, antes do ataque os suspeitos ordenaram que os familiares deixassem a residência onde o velório era realizado, no bairro Água Mineral, Zona Norte de Teresina. Em seguida, a dupla encapuzada efetuou vários disparos contra o corpo, incendiou o caixão e fugiu. O fogo se alastrou e destruiu parcialmente o imóvel.
“Já temos a identificação do foragido. O outro executor será encaminhado ao sistema prisional”, completou o delegado.
A Polícia Militar informou que Adão integrava uma facção criminosa e havia se mudado para o Maranhão após sofrer ameaças de um grupo rival. No estado vizinho, ele foi diagnosticado com uma doença autoimune. Após complicações, foi hospitalizado, mas morreu no dia 23 de janeiro.
Após o ataque ao velório, equipes da perícia da Polícia Civil estiveram no local para os procedimentos legais. O sepultamento ocorreu na tarde de 24 de janeiro.

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