A Rádio FCFM, que deveria servir como canal de informação e voz plural da população codoense, se transformou em um verdadeiro clube fechado controlado pelo prefeito Chiquinho do PT. Apesar de contar com uma base de 13 vereadores na Câmara Municipal, apenas quatro deles têm espaço garantido nos microfones da emissora: Leonel Filho, Araújo Neto, Antônio Luz e Roberto Cobel.

Os demais — Leda Torres, Rodrigo Figueiredo, Nunes do Náutico, Ibrahim Neto, André Jansen, Leandro Magalhães, Roselia do Comercial Osmar, Teonilo do Garra e Hermínio da Farmácia — estão proibidos de participar das entrevistas ou de qualquer espaço que lhes permita mostrar trabalho.

Dos que receberam autorização para falar na rádio, o prefeito deposita sua confiança total em apenas três desses nomes — Leonel Filho, Araújo Neto e Roberto Cobel —, considerados os porta-vozes fiéis do governo. Já Antônio Luz, embora não goze da mesma confiança, ainda tem direito a um lugar na programação por um simples motivo político: sua proximidade com o governador Carlos Brandão.

Enquanto isso, os demais vereadores aliados são mantidos à margem, proibidos de participar de entrevistas ou de usar a rádio como ferramenta de visibilidade política. A decisão, que parte do próprio diretor da emissora, Cícero de Sousa, mostra que a linha editorial da FCFM segue à risca os interesses do Palácio Municipal.

A cena mais recente dessa relação de favoritismo ocorreu na manhã desta quinta-feira (13), quando o vereador Leonel Filho protagonizou mais uma de suas costumeiras aparições na emissora. Durante mais de 30 minutos, o parlamentar dedicou-se a tecer elogios exagerados ao prefeito, num discurso que soou mais como bajulação do que como prestação de contas ao povo de Codó.

Com a rádio transformada em palanque particular e a liberdade de expressão dos próprios aliados cerceada, o governo Chiquinho do PT mostra que a FCFM tem dono e os microfones só abrem para quem se submeter 100% aos seus interesses.