O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Maranhão (SINDJOR-MA) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) divulgaram, nesta segunda-feira (4), uma nota de repúdio à operação policial realizada no último dia 29 de abril de 2026, em Codó, que teve como alvo o jornalista Marco Silva.
De acordo com as entidades, a ação foi motivada por denúncias de calúnia e extorsão feitas pelo deputado estadual Francisco Nagib. No entanto, os sindicatos afirmam que as medidas adotadas durante a operação ferem diretamente as garantias constitucionais do livre exercício do jornalismo.
Na nota, o SINDJOR-MA e a FENAJ classificam como inaceitável o uso do aparato estatal para intimidar profissionais da comunicação, especialmente por meio de mandados de busca e apreensão que resultaram no confisco de equipamentos de trabalho, como celulares e computadores. Para as entidades, esse tipo de നടപടി representa uma tentativa de prejudicar a atividade jornalística e silenciar o profissional.
Outro ponto destacado é a violação do sigilo da fonte, garantido pela Constituição Federal, considerada essencial para o exercício da imprensa livre, sobretudo na fiscalização de agentes públicos.
As entidades também criticam o que chamam de desproporcionalidade na operação, com a utilização de forças especiais para apurar crimes de opinião e uma suposta extorsão, que, segundo a nota, teria sido baseada na negativa de favorecimentos.
Por fim, o SINDJOR-MA e a FENAJ reforçam que a democracia depende de uma imprensa livre e independente, capaz de investigar e divulgar informações de interesse público, incluindo a atuação de autoridades e o uso de recursos públicos.
Confira abaixo a nota na íntegra:


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