O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) apresentou à Justiça uma denúncia que envolve servidores ligados ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), apontados como responsáveis por falsificar documentos com o objetivo de incriminar Marcos Brandão, irmão do governador Carlos Brandão (PSB).

Segundo as investigações, os denunciados, que ocupam cargos na Secretaria de Infraestrutura do Estado, teriam acessado o sistema interno da pasta e inserido informações falsas, associando Marcos Brandão a uma empresa contratada pelo governo estadual.
Os documentos adulterados foram utilizados pela advogada Clara Alcântara Botelho Machado em uma ação movida contra o governador no Supremo Tribunal Federal (STF). O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino, ex-militante histórico do PCdoB e atualmente filiado ao PSB.
Mesmo diante da denúncia sobre a origem fraudulenta dos documentos, o STF decidiu que Clara Alcântara não poderá ser investigada pela Justiça do Maranhão — decisão que gerou questionamentos sobre os limites da atuação do Judiciário estadual em casos que envolvem possíveis crimes cometidos dentro de sua jurisdição.
O Ministério Público informou que o caso segue em acompanhamento e destacou a gravidade das acusações, que envolvem uso indevido de sistemas públicos, manipulação de informações oficiais e possível motivação política.

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