O presidente da Câmara Municipal de Codó, Roberto Cobel, resolveu encontrar um “vilão” para justificar a pior crise econômica já enfrentada pelo comércio local: o Mercado Livre e demais plataformas de e-commerce. Durante entrevista ao programa Cidade Notícias, da FCFM, nesta terça-feira (9), Cobel afirmou que o comércio eletrônico é o responsável direto pela queda nas vendas e pelo fechamento de empresas na cidade.

A justificativa até poderia soar plausível, se não fosse um detalhe que o vereador parece ter ignorado: a crise atinge todos os setores, inclusive os que não têm qualquer concorrência virtual. Em 2025, até a tradicional sorveteria Mr. Shake fechou as portas após acumular prejuízos, provando que o problema vai muito além da internet.

Em sua fala, Cobel também alegou que os supermercados não estariam sendo afetados. Nossa equipe ouviu proprietários de duas grandes redes de Codó e a informação foi prontamente desmentida. Eles confirmaram que o consumo caiu drasticamente, que os clientes estão comprando cada vez menos e migrando para produtos mais baratos, evidenciando a gravidade da situação.

A postura de Roberto Cobel revela outro ponto: sua tentativa de blindar o prefeito Chiquinho do PT, alvo de críticas cada vez mais fortes por parte dos comerciantes. Desde que assumiu o comando da prefeitura, o gestor reduziu drasticamente o número de contratados, derrubando a circulação de dinheiro e estrangulando a economia local.

Enquanto empresários e trabalhadores lutam para sobreviver, negócios ligados ao próprio prefeito e a seus aliados políticos seguem crescendo, o que amplia a revolta e a sensação de injustiça. O contraste é claro: de um lado, portas se fechando no comércio; de outro, a elite política lucrando em meio ao caos.