Um episódio que marcou a política de Codó em 2019 voltou a ganhar espaço nas conversas da cidade. Naquele ano, o vereador Leonel Filho (PCdoB) foi flagrado conduzindo uma caminhonete com registro de roubo em São Paulo, fato que gerou forte repercussão e levantou questionamentos sobre a origem do veículo.

Segundo as informações divulgadas à época, a Polícia Civil do Maranhão foi acionada e informou que o automóvel passaria por vistoria e perícia para confirmar a situação. O delegado responsável pelo caso explicou que o primeiro passo seria realizar uma perícia detalhada, inclusive em Timon, para verificar se o veículo era realmente produto de roubo.
De acordo com o próprio vereador, o carro teria sido comprado por R$ 85 mil — sendo R$ 4 mil pagos em espécie e R$ 81 mil via transferência bancária. Leonel afirmou possuir toda a documentação necessária para comprovar a negociação, incluindo registro em cartório e transferência no Detran de Brasília.
Na época, ele declarou que poderia ter sido vítima de um golpe e garantiu ter agido de boa-fé. “Consciência limpa que não foi de minha parte”, afirmou. No entanto, muitos codoenses questionaram se realmente o vereador estava falando a verdade ou se tinha conhecimento da situação do carro quando fez o negócio.
O delegado informou ainda que, caso fosse confirmado o registro de roubo, poderia ser aberto procedimento formal, com possibilidade de apreensão do veículo — que estava dentro da residência do parlamentar, o que exigiria mandado judicial.
O caso provocou debates intensos na cidade, principalmente pelo fato de envolver um representante eleito. Para muitos, o episódio levantou dúvidas sobre responsabilidade de Leonel Filho e a cautela que ele deveria ter tido nas negociações para comprar o veículo.
Passados alguns anos, o caso continua sendo lembrado como um dos episódios mais polêmicos da política local — daqueles que a população não esquece facilmente.

Deixe um comentário