Quatro meses após o desaparecimento das crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, o caso segue sem respostas no interior do Bacabal. Os irmãos desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026, após saírem para brincar no Quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural do município.

Em entrevista ao portal g1, a mãe das crianças, Clarice Cardoso, relatou a dor e a incerteza diante da falta de informações sobre o paradeiro dos filhos. “A polícia diz que está fazendo o possível e o impossível para tentar descobrir, mas até agora não há pistas de onde estão os meus filhos”, desabafou.

Segundo Clarice, apesar das autoridades afirmarem que as investigações continuam, as buscas presenciais na região foram interrompidas. “Aqui no interior não tem mais buscas. As buscas na mata já pararam faz tempo. Eles dizem que estão investigando, mas até agora não tenho nenhuma notícia dos meus filhos”, afirmou.

O desaparecimento mobilizou uma grande força-tarefa nos primeiros dias. Equipes da Polícia Civil do Maranhão, da Polícia Militar do Maranhão e do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão atuaram em conjunto com cerca de duas mil pessoas, entre moradores e voluntários. As buscas foram realizadas por terra e também em rios da região, com o auxílio de helicópteros e drones, mas nenhuma pista concreta foi encontrada.

Em nota, a Polícia Civil informou que o inquérito ainda não foi concluído e que uma comissão especial segue responsável pelo caso. A instituição destacou que, até o momento, não é possível apontar circunstâncias ou responsabilidades, e reforçou que todas as informações recebidas continuam sendo apuradas.

Relembre o caso

No dia do desaparecimento, além de Ágatha e Allan, o primo das crianças, Anderson Kauã, de 8 anos, também estava com o grupo quando saíram para uma área de mata próxima à comunidade. O caso rapidamente mobilizou familiares e autoridades no dia seguinte, dando início às buscas intensas na região.

Apesar da mobilização inicial e da comoção na comunidade, o caso permanece sem solução, aumentando a angústia da família e de moradores, que cobram respostas e a retomada de ações mais efetivas para localizar as crianças.