Enquanto a Prefeitura de Codó divulga vídeos institucionais exaltando avanços na educação, a realidade vivida por professores contratados da rede municipal é bem diferente. Nesta semana, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Codó (SINTSERM) protocolou no Ministério Público uma denúncia formal contra a gestão municipal, acusando-a de pagar salários muito abaixo do Piso Salarial Nacional do Magistério e de descumprir direitos trabalhistas básicos.

Segundo o documento enviado ao MP, professores contratados e seletivados recebem um salário líquido de aproximadamente R$ 1.600, valor inferior à metade do piso nacional previsto na Lei Federal nº 11.738/2008. Além disso, a categoria denuncia a ausência de pagamento do 13º salário e das férias remuneradas, bem como a falta de remuneração pelos sábados letivos e o não fornecimento de ajuda de custo para deslocamento, especialmente para quem atua na zona rural.

O SINTSERM ressalta que tais práticas afetam diretamente a subsistência dos trabalhadores e configuram graves violações aos direitos fundamentais dos profissionais da educação. O sindicato anexou contracheques como prova e pede providências imediatas por parte do Ministério Público.

Enquanto isso, cresce a revolta entre os educadores. Em mensagens enviadas à nossa redação, professores afirmam se sentir desrespeitados pela gestão e acusam o prefeito de veicular propaganda enganosa sobre valorização salarial. “É uma decepção ser professor no município de Codó. A gente praticamente paga para trabalhar”, desabafou um contratado, destacando que muitos já cogitam acionar a Justiça do Trabalho para garantir seus direitos.

Agora, cabe ao Ministério Público analisar as denúncias e decidir quais medidas serão tomadas diante das acusações de descumprimento da lei e precarização do trabalho docente no município.