A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (11) a Operação Amparo Forjado, em São Luís, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de utilizar idosos — muitos deles em situação de vulnerabilidade ou vivendo nas ruas — para fraudar benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação determinou o cumprimento de mandado de busca e apreensão, o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos e a realização de auditoria pelo INSS nos pagamentos considerados suspeitos.

As investigações tiveram início em abril de 2024 e revelaram que os suspeitos “confeccionavam” documentos de identificação falsos usando fotos de idosos reais para enganar instituições bancárias e realizar saques indevidos de benefícios assistenciais. Segundo a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, o prejuízo inicial identificado, relacionado a sete benefícios, chega a R$ 1,45 milhão — valor que pode aumentar conforme o material apreendido seja analisado.
A operação no Maranhão integra um esforço mais amplo da Polícia Federal para intensificar o combate a fraudes no sistema previdenciário e assistencial em todo o país. Em fevereiro, a PF realizou a segunda fase da Operação Melhor Idade, que investigou o uso de “idosos de aluguel” com identidades fictícias para acessar benefícios em diversos estados.
Em agosto, outra frente de combate, a Operação Apófis, foi deflagrada em Pernambuco, mirando uma organização criminosa suspeita de causar prejuízo superior a R$ 5 milhões à Previdência Social, incluindo possível participação de um servidor público na manipulação de sistemas do INSS.
Outras ações recentes incluem a Operação Sem Desconto, que investigou descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões, com desdobramentos que apontam prejuízos bilionários aos cofres públicos.
As investigações da Operação Amparo Forjado seguem em andamento na Justiça.

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