A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (2) a Operação Velhaco, voltada ao combate de fraudes milionárias em empréstimos consignados feitos com o uso de documentos falsos. As ações ocorreram de forma simultânea no Maranhão, Tocantins, Pará, Goiás e Santa Catarina.

No total, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão. No Maranhão, os agentes da PF estiveram em endereços ligados a suspeitos de integrar a organização criminosa investigada. O grupo teria causado prejuízo superior a R$ 800 mil à Caixa Econômica Federal.

As investigações tiveram início em Araguaína, no Tocantins, mas revelaram que o esquema se estendia a outros estados, movimentando recursos obtidos de forma ilícita em diferentes contas bancárias.

Como funcionava o golpe

Segundo a Polícia Federal, os criminosos falsificavam documentos públicos para contratar empréstimos consignados em nome de terceiros, sem o conhecimento das vítimas. Após a liberação dos valores, o dinheiro era rapidamente “pulverizado”, isto é, transferido para diversas contas, dificultando o rastreamento e a recuperação dos recursos desviados.

As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Cível e Criminal de Araguaína (TO). Até o momento, não há confirmação de prisões realizadas especificamente no Maranhão.

Crimes e penas

Os investigados poderão responder por falsificação de documento público, estelionato majorado contra instituição financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Juntas, as penas podem ultrapassar 29 anos de prisão.

Manifestação da Caixa

Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que acompanha as investigações em conjunto com os órgãos de segurança pública. O banco destacou que mantém monitoramento contínuo de seus produtos e transações, além de contar com equipes especializadas e tecnologias para reforçar a proteção de dados e a segurança dos clientes.