Um problema que já causou grande repercussão em Codó no ano passado volta a gerar apreensão e indignação entre pais e responsáveis. Desta vez, a situação ocorre no povoado Km-17, onde funciona a Creche Municipal de Educação Infantil (CMEI) Francelina Alves Magalhães, a única unidade de educação infantil existente na região.

Pela primeira vez na história da creche, a Prefeitura de Codó decidiu que as vagas disponíveis serão preenchidas por meio de um sorteio, envolvendo todas as crianças que realizaram inscrição. A medida tem provocado revolta entre os pais, que temem ver seus filhos fora da sala de aula, sem qualquer alternativa de ensino próximo.
Segundo relatos, a decisão pegou muitas famílias de surpresa. Para os moradores do Km-17, a creche representa não apenas um espaço de aprendizado, mas também uma garantia mínima de acesso à educação para crianças em idade escolar. Como não há outra unidade de educação infantil na localidade ou em áreas próximas, o sorteio pode resultar em crianças simplesmente ficando sem estudar.
“Estamos falando de um direito básico. Não é justo que nossos filhos dependam da sorte para estudar”, relatou um pai, que preferiu não se identificar, temendo represálias.
Diante da situação, os pais cobram providências imediatas da gestão do prefeito Chiquinho FC (PT). Eles pedem que o governo municipal apresente uma solução que assegure vaga para todas as crianças inscritas, seja com ampliação da estrutura da creche, criação de novas turmas ou outra alternativa que garanta o acesso universal à educação infantil no Km-17.
O Marco Silva Notícias segue acompanhando o caso e aguarda posicionamento oficial da Secretaria Municipal de Educação e da Prefeitura de Codó sobre as medidas que serão adotadas para evitar que crianças fiquem fora da escola.

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