Um caso revoltante voltou a expor a crise na saúde pública municipal. Um irmão desesperado procurou a residência do blogueiro Renan Sousa para denunciar a situação crítica do Hospital Geral Municipal (HGM), onde seu familiar está internado há quatro dias com a perna quebrada, sem previsão de cirurgia por falta de material cirúrgico.

Segundo o denunciante, o paciente sofre com fortes dores enquanto aguarda um procedimento considerado essencial. A demora, de acordo com a família, não apenas prolonga o sofrimento físico, mas também agrava o quadro clínico, colocando em risco a recuperação do irmão.
Durante o relato, o denunciante fez críticas duras à estrutura do hospital, classificando o HGM como precário e abandonado. Ele afirmou que portas estariam improvisadas e até amarradas com arame, cenário que escancara o descaso com um equipamento público que deveria garantir atendimento digno à população.
A indignação aumenta quando se compara a realidade do hospital com os gastos da gestão municipal. Segundo o denunciante, enquanto pacientes sofrem sem atendimento adequado, a prefeitura investiu cerca de R$ 6 milhões na decoração de Natal, deixando a saúde em segundo plano.
A situação também foi denunciada por Valéria Valessa, irmã do paciente, que usou as redes sociais para relatar o drama vivido pela família. Em seu desabafo, ela afirma que o irmão sofreu fratura de tíbia e fíbula da perna esquerda e, mesmo com indicação cirúrgica, segue sem operação por falta de material no hospital.
“A falta de material não é apenas um problema administrativo, é uma falha grave que compromete a saúde, a dignidade e o direito do cidadão que elegeu a gestão e paga impostos”, escreveu Valéria.
Ela também descreveu o desgaste físico e emocional enfrentado pela família para acompanhar o paciente. Com a mãe sofrendo de problemas na coluna e cuidando de um bebê que recentemente esteve doente, os familiares têm se revezado no hospital, contando, em alguns momentos, com a ajuda de conhecidos.
Outro ponto grave levantado é a superlotação e a má gestão de leitos. Segundo Valéria, o irmão passou um dia e meio internado no trauma da emergência por falta de vaga na ala de internação. Ela questiona ainda o fato de uma ala reformada e inaugurada nunca ter funcionado.
Atualmente, o HGM tem como diretora Rossana Araújo, que ocupa o cargo somente por ser esposa do vereador Leonel Filho. A gestora já acumula centenas de denúncias de má administração, o que reforça as críticas e aumenta a pressão por explicações e providências por parte do poder público.
Enquanto isso, pacientes seguem esperando — não apenas por cirurgias, mas por respeito, dignidade e pelo direito básico à saúde.

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