As denúncias contra o Hospital Geral Municipal (HGM) de Codó não param de surgir. Após os casos recentes de mortes trágicas de recém-nascidos, outra mulher procurou nossa reportagem para relatar o sofrimento que viveu ao dar à luz na unidade.

Segundo a paciente, ela deu entrada no HGM com histórico de pressão alta, diabetes e excesso de peso, fatores que a enquadravam como gestante de risco. Mesmo assim, em vez de uma cesariana, os médicos insistiram que ela passasse por um parto normal, mesmo com o bebê pesando 4,9 kg.

Eu quase morri e minha filha também. Fiquei toda costurada e minha bebê passou 21 dias internada. Foi um sofrimento enorme. Se eu fosse magrinha, tinha morrido. Só sobrevivi porque sou grandona”, desabafou.

A mulher contou ainda que um médico chegou a debochar de sua situação. “Ele disse na minha cara que, se eu tinha um filho de 4 kg, poderia ter um de 5. Fiquei revoltada”, relatou.

O caso ocorreu dentro do HGM, e não no Centro de Parto Normal, já que a paciente apresentava histórico clínico que deveria impedir o procedimento natural. Apesar disso, a recomendação médica foi ignorada.

A denunciante também relatou que tentou contato com a Prefeitura de Codó, após ver uma nota publicada nas redes sociais do município sobre os atendimentos no hospital, mas não recebeu qualquer resposta.

“Ali ainda vai morrer muito bebê. A negligência é grande e muitos médicos não são capacitados, além de tratarem a gente com ignorância”, concluiu.

Com mais esse caso, aumenta a pressão sobre a direção do HGM, comandada por Rossana Araújo, esposa do vereador Leonel Filho, já acusada de tentar abafar outras denúncias graves envolvendo mortes de bebês no hospital.