A Polícia Civil do Maranhão prendeu, na manhã desta sexta-feira (17), cinco pessoas suspeitas de participação na morte da indígena Yolete Krikati. O crime ocorreu em agosto de 2024, às margens do rio Arraias, no município de Lajeado Novo, no sudoeste do estado.

As prisões foram realizadas durante a Operação Legado, que cumpriu mandados de prisão temporária contra os investigados. De acordo com a polícia, as diligências realizadas ao longo da investigação permitiram identificar os suspeitos como possíveis autores do crime.
Durante as apurações, os investigados chegaram a ser interrogados. Após essa etapa, testemunhas procuraram a polícia e relataram ameaças e intimidações atribuídas aos suspeitos, o que reforçou a necessidade de adoção de medidas cautelares.
Com base nos novos elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária dos investigados. Os mandados foram autorizados e cumpridos nesta sexta-feira.
Após os procedimentos no Plantão Central da Polícia Civil, em Imperatriz, os presos devem ser encaminhados para uma unidade prisional da região, onde permanecerão à disposição da Justiça.
Relembre o caso
A indígena Yolete Krikati foi encontrada morta após ficar cerca de 12 dias desaparecida. O corpo foi localizado em avançado estado de decomposição às margens do rio Arraias, na região de Lajeado Novo.
Segundo relatos de indígenas da mesma comunidade, no dia 18 de agosto de 2024, Yolete saiu para pescar com um grupo no rio Arraias. Os pescadores que a acompanhavam afirmaram não ter percebido o momento em que ela se afastou do grupo.
O corpo foi encontrado dias depois por moradores que seguiam em direção à aldeia Arraia, onde Yolete vivia. Eles relataram que a localização só foi possível devido ao forte odor vindo da área.
O caso gerou grande repercussão e mobilizou autoridades e comunidades indígenas. Desde então, a Polícia Civil intensificou as investigações, que agora avançam com a prisão dos suspeitos.

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