Uma operação de grande escala da Polícia Federal colocou no centro das investigações nomes conhecidos do cenário musical e das redes sociais. Os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo foram presos, enquanto o influenciador Chrys Dias é alvo da ação, que apura um esquema de lavagem de dinheiro estimado em mais de R$ 1,6 bilhão.

Batizada de Operação Narcofluxo, a ofensiva mobilizou mais de 200 policiais federais e cumpre 39 mandados de prisão temporária, além de 45 de busca e apreensão em diferentes regiões do país. Embora os principais focos estejam em São Paulo e no Rio de Janeiro, o alcance é nacional e inclui estados como Maranhão, Pernambuco, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, Goiás e o Distrito Federal.
MC Ryan SP foi localizado e preso em uma residência em Maresias, no litoral paulista, nas primeiras horas da manhã. As equipes também realizaram diligências em diversos imóveis ligados aos investigados, ampliando o cerco e reunindo provas para aprofundar as apurações.

Segundo a Polícia Federal, o grupo operava uma estrutura sofisticada para ocultar a origem de recursos ilícitos. Entre as estratégias identificadas estão o uso de empresas de fachada, movimentações financeiras em nome de terceiros, operações com criptoativos e transações de alto valor dentro e fora do país. Há ainda indícios de circulação de grandes quantias em dinheiro vivo.
As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos, que também determinou o bloqueio de bens e a imposição de restrições a empresas vinculadas aos investigados. A medida tem como objetivo interromper o fluxo financeiro do esquema e garantir a recuperação de valores ao longo do processo.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Todo o material será analisado para esclarecer o funcionamento do esquema e o grau de participação de cada envolvido.
Os investigados poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Até o momento, a Polícia Federal não detalhou o papel individual de cada alvo, e as investigações seguem em andamento.

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