As denúncias de negligência no Hospital Geral Municipal (HGM) de Codó continuam aumentando. Desta vez, uma mãe relatou que seu filho quase nasceu morto porque médicos da unidade insistiam em realizar parto normal, mesmo após a gestação já ultrapassar 41 semanas.

Segundo a denunciante, ela pediu diversas vezes para que fosse feita a cesariana, mas os médicos se recusavam, alegando que ela poderia dar à luz de forma natural. A situação só mudou quando um outro profissional, identificado como Dr. Roberto, interveio.
“Pedi tanto para tirarem meu bebê, mas não queriam. Foi então que falei com o Dr. Roberto, ele perguntou quantas semanas eu estava e respondi que já ia para 42. Ele disse: ‘O que estão esperando para fazer seu parto?’. Escreveu um encaminhamento e mandou entregar ao médico. Só então marcaram a cesariana”, contou.
A mãe afirma que a demora quase custou a vida da criança. “Meu bebê nasceu sem chorar, já estava com as unhas roxas. Nem me mostraram, tiraram e levaram para outra sala. Minutos depois é que trouxeram ele de volta para mim. Graças a Deus ele sobreviveu.”
O depoimento se soma a outros casos já denunciados por mães, familiares e profissionais de saúde, que apontam negligência, falta de preparo e descaso com pacientes dentro do HGM. Em comum, a maioria das denúncias revela um padrão: a insistência dos médicos em forçar partos normais em situações que exigem cesariana, colocando em risco a vida de mães e bebês.
A direção do hospital, sob comando de Rossana Araújo, esposa do vereador Leonel Filho, tem sido alvo de duras críticas e acusações de tentar abafar os casos, enquanto cresce a pressão da sociedade por investigações rigorosas.

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