Uma nova decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) acendeu um alerta máximo no cenário político de Codó: o ex-prefeito Francisco Nagib e o também ex-prefeito Zito Rolim caminham para ficar fora das eleições de 2026.

O voto do ministro Aroldo Cedraz, no processo TC 006.994/2024-5, é direto e contundente ao apontar irregularidades graves na aplicação de recursos federais destinados à construção do sistema de esgotamento sanitário do município. A obra, que deveria atender a população, consumiu milhões em recursos públicos, mas segue inacabada e sem qualquer funcionalidade — um retrato claro de desperdício e má gestão.
De acordo com o próprio documento do TCU , os dois ex-gestores foram responsabilizados solidariamente pelo prejuízo milionário aos cofres públicos, que ultrapassa R$ 5,4 milhões. Além disso, tiveram as contas julgadas irregulares e foram multados individualmente.
O ponto central, no entanto, vai além das multas: a condenação abre caminho direto para a inelegibilidade. Caso o entendimento do relator seja confirmado pelo colegiado e posteriormente reconhecido pela Justiça Eleitoral, tanto Nagib quanto Zito Rolim estarão automaticamente fora da disputa eleitoral de 2026.
E aqui não há espaço para narrativa ou tentativa de distorção: o voto é claro ao afirmar que houve omissão dos dois gestores. Zito Rolim, por deixar a obra se arrastar por oito anos sem conclusão. Nagib, por não adotar medidas concretas para retomar, repactuar ou sequer encerrar o contrato, mesmo após diversas notificações.
Nos bastidores, o impacto já é tratado como um verdadeiro terremoto político. Isso porque, se confirmada a inelegibilidade, dois dos principais nomes do grupo que dominou a política local nos últimos anos ficam impedidos de disputar qualquer cargo eletivo.
Diante desse cenário, a realidade é dura: a decisão do TCU coloca Nagib e Zito Rolim muito próximos de um desfecho que pode tirá-los definitivamente do jogo eleitoral em 2026.
Agora, resta apenas a formalização final do colegiado e os desdobramentos na Justiça Eleitoral. Mas o recado já foi dado — e veio com peso.



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