Duas mulheres denunciaram um episódio de constrangimento, tratamento inadequado e possível favorecimento pessoal ocorrido no Centro de Partos Normais (CPN), unidade anexa ao Hospital Geral Municipal (HGM) de Codó. O caso teria acontecido durante uma visita a uma gestante que se encontrava na unidade.

De acordo com o relato, a mulher e sua mãe foram até o CPN para visitar uma prima, mas foram impedidas de entrar por um funcionário que atuava na recepção. Segundo ele, apenas o acompanhante direto ou o pai da criança poderiam ter acesso ao local. Até esse ponto, segundo as denunciantes, a regra foi compreendida.

No entanto, a situação teria se agravado quando o funcionário também impediu a permanência das visitantes na sala de espera, espaço que, segundo elas, existe justamente para acolher familiares e visitantes. As duas afirmam que foram obrigadas a permanecer do lado de fora da unidade, expostas ao sol, enquanto conversavam com a pessoa que acompanhava a gestante.

O que mais gerou revolta, conforme o relato, foi o fato de que logo após a negativa, outra pessoa chegou ao local, aparentando ter proximidade com o funcionário da recepção, e teve sua entrada liberada sem maiores questionamentos, o que levantou suspeitas de tratamento desigual e favorecimento pessoal.

“As regras parecem não valer para todos. Fomos tratadas com descaso e vimos outra pessoa entrar ‘numa boa’, logo depois de ele dizer que não podíamos”, relata uma das mulheres.

As denunciantes classificam o atendimento como desrespeitoso e afirmam que o episódio evidencia falhas na humanização do serviço, especialmente em um espaço destinado ao acolhimento de gestantes e familiares em um momento sensível.

O Hospital Geral Municipal (HGM), ao qual o CPN é vinculado, é atualmente comandado por Rossana Araújo, que só ocupa o cargo de direção por ser esposa do vereador Leonel Filho.