Uma denúncia grave envolvendo o Hospital Geral Municipal (HGM) de Codó está causando revolta e levantando novos questionamentos sobre a qualidade do atendimento prestado na unidade. Uma moradora da cidade relatou que, mesmo após passar por um procedimento de curetagem, ainda expulsou o feto, a placenta e coágulos dias depois da cirurgia. A denunciante apresentou fotos para comprovar o que aconteceu.

Segundo o relato, o drama começou no dia 26 de abril, quando ela sofreu um aborto espontâneo, embora inicialmente acreditasse que estava apenas menstruada. No dia seguinte, após realizar uma ultrassonografia, recebeu o diagnóstico de aborto retido. Ela afirma que conversou com um médico obstetra de plantão, que orientou aguardar até quatro semanas para que o próprio organismo expulsasse o material, desde que ela não apresentasse sintomas graves, como febre.
Duas semanas depois, a mulher foi internada no HGM para realizar a curetagem. Ela conta que ficou internada nos dias 13 e 14 de maio e que a médica responsável garantiu que o procedimento havia sido realizado corretamente e que “tudo havia sido retirado”.
Ainda segundo a denunciante, a própria médica informou, ainda na sala de cirurgia, que no dia seguinte seria feita uma ultrassonografia para confirmar que o útero estava completamente limpo. Porém, o exame não foi realizado.
“Perguntei se dava para fazer uma ultrassom e ela falou que não tinha necessidade, que estava tudo bem”, relatou.
O caso se tornou ainda mais chocante nesta quarta-feira (21), quando a mulher afirma que acabou expelindo em casa o feto, a placenta e um grande coágulo sanguíneo, mesmo após já ter sido submetida à curetagem — procedimento que justamente tem a função de retirar o material restante do útero.
Assustada, ela voltou ao HGM e realizou uma nova ultrassonografia. Segundo o exame, ainda havia restos ovulares dentro do útero.
A denunciante afirma que decidiu tornar o caso público para alertar outras mulheres e evitar que situações semelhantes continuem acontecendo.
“O erro foi na curetagem, porque esse procedimento é justamente para limpar o útero e retirar o feto. Se ficasse alguma coisa, seria apenas endométrio, não um feto”, desabafou.
O episódio aumenta ainda mais a pressão sobre a administração do Hospital Geral Municipal de Codó, que já vem sendo alvo constante de reclamações da população relacionadas à precariedade no atendimento e à condução da unidade. Atualmente, o HGM tem como diretora Rossana Araújo, que ocupa o cargo somente por ser esposa do vereador Leonel Filho. .
Até o momento, a direção do hospital não se pronunciou sobre a denúncia.

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