O Hospital Geral Municipal (HGM) de Codó volta a ser alvo de revolta popular após a morte trágica de um bebê durante um parto mal-sucedido, que resultou na decapitação da criança. O caso, ocorrido em agosto de 2025, está sendo considerado um dos episódios mais graves da saúde pública do município e tem provocado forte pressão por investigações.

No entanto, essa não é a primeira vez que uma tragédia no HGM choca Codó. Em março de 2017, durante a gestão do então prefeito Francisco Nagib, filho do atual prefeito Chiquinho do PT, a dona de casa Ednalva Alves da Silva Cunha morreu junto com os dois filhos gêmeos que esperava, após não receber a cesariana que deveria ter sido realizada no hospital.

Na época, familiares denunciaram que Ednalva procurou o HGM um dia antes de morrer, mas foi mandada de volta para casa sem o devido atendimento. Horas depois, a gestante passou mal, chegou ao hospital em estado grave e acabou falecendo, deixando marido e filhos em desespero. “Era pra ter tirado esses meninos ontem, mas mandaram ela pra casa. Isso é um absurdo”, declarou o viúvo, Raimundo Cunha, em entrevista à TV Cidade.

O caso gerou comoção não apenas pela morte da mãe, mas pelo fato de três vidas terem sido perdidas de uma só vez. Vizinhos e amigos se juntaram à família para criticar a condução do atendimento no HGM e denunciar a falta de estrutura e de médicos na unidade.

Oito anos depois, em 2025, Codó revive uma tragédia semelhante. A insistência em realizar parto normal em uma gestante de risco, ignorando recomendações médicas para cesariana, terminou em mais uma morte que escancara problemas históricos no hospital.

As semelhanças entre os dois casos chamam atenção: ambos envolveram gestantes em risco, negligência no atendimento e a perda de vidas que poderiam ter sido salvas. A diferença é que o primeiro ocorreu na gestão de Francisco Nagib e o mais recente sob o governo de seu pai, Chiquinho do PT, mostrando que a saúde pública de Codó continua marcada por falhas graves que atravessam administrações familiares.

Para muitos moradores, a repetição dessas tragédias evidencia a falta de mudanças estruturais no HGM e reforça a necessidade de responsabilização dos gestores que, ao longo dos anos, não garantiram o mínimo de segurança às mães e seus filhos.