Nesta terça-feira (2), completam-se duas semanas desde a morte trágica de um bebê decapitado durante um parto no Hospital Geral Municipal (HGM) de Codó. Apesar da gravidade do caso, até agora a direção do hospital não apresentou uma versão oficial sobre o que de fato aconteceu naquela madrugada.

O silêncio também se estende ao secretário municipal de Saúde, Suelson Sales, e à diretora do HGM, Rossana Araújo — que é esposa do vereador Leonel Filho. Nenhum dos dois se manifestou publicamente sobre a tragédia.

A postura se repete nas principais lideranças políticas do município. O prefeito Chiquinho do PT e o deputado estadual Francisco Nagib ainda não comentaram o episódio que choca a cidade e continua sendo alvo de cobranças da sociedade codoense.

A omissão não se limita às autoridades. Veículos de comunicação ligados ao grupo político do prefeito, como a rádio FCFM e a TV FCTV, também não prestaram qualquer tipo de esclarecimento ou reportagem sobre o caso, reforçando a percepção de tentativa de abafar o assunto.

Enquanto gestores e aliados se calam, familiares da vítima, profissionais de saúde e a população seguem indignados, cobrando respostas claras e transparência sobre o procedimento que resultou na morte do bebê.

O caso está sendo acompanhado pelo Ministério Público do Maranhão, pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-MA) e pela Polícia Civil, após denúncias formais registradas pelo jornalista Marco Silva.