Nesta quinta-feira (11), completa-se um mês da morte brutal de um bebê, decapitado durante um parto no Hospital Geral Municipal (HGM) de Codó. Passados 30 dias, a tragédia continua sem explicações oficiais. O silêncio das autoridades e a falta de transparência reforçam a indignação da população e a sensação de que o caso está sendo deliberadamente abafado.

Nem a direção do hospital, chefiada por Rossana Araújo, esposa do vereador Leonel Filho, nem o secretário municipal de Saúde, Suelson Sales, tiveram a coragem de se pronunciar publicamente sobre o episódio que chocou Codó. O prefeito Chiquinho do PT e o deputado estadual Francisco Nagib também optaram pelo silêncio, repetindo a velha prática política de fingir que tragédias não aconteceram.
A omissão não para por aí. Veículos de comunicação ligados ao grupo do prefeito, como a rádio FCFM e a TV FCTV, até hoje não noticiaram nada sobre o caso, numa clara tentativa de proteger a gestão e blindar aliados políticos. A ausência de cobertura midiática só aumenta a revolta de familiares, profissionais da saúde e cidadãos que pedem justiça.
Enquanto isso, a dor da família segue sem respostas. O episódio está sendo acompanhado pelo Ministério Público do Maranhão, pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-MA) e pela Polícia Civil, após denúncias formais apresentadas pelo jornalista Marco Silva.
O caso já se tornou um divisor de águas: de um lado, uma população exigindo transparência; do outro, autoridades e meios de comunicação aliados em um pacto de silêncio. Até quando Codó vai aceitar que a vida de um bebê seja tratada com tamanho descaso?

Deixe um comentário