Moradores do Residencial Mirante do Cajueiro, em Codó, relatam graves problemas de infraestrutura que afetam diretamente a qualidade de vida das famílias.

Segundo as denúncias, o acesso ao residencial é precário: no verão a poeira toma conta das ruas, enquanto no inverno a lama dificulta a locomoção. Além disso, o número de casas construídas não é compatível com a infraestrutura disponível, o que sobrecarrega os serviços essenciais.

No abastecimento de água, os transtornos são constantes. Durante o dia, a pressão é tão baixa que muitos moradores não conseguem encher as caixas d’água, o que inviabiliza até mesmo tarefas básicas, como lavar roupas.

Outro problema grave são as quedas de energia, registradas principalmente à noite e de madrugada, quando todas as famílias estão em casa. Aparentemente, a causa seria a sobrecarga na rede elétrica. “Tenho um bebê em casa, e ficar sem energia neste calor é extremamente preocupante para a saúde e segurança da criança”, desabafou um morador, lembrando que idosos e crianças pequenas são os mais prejudicados.

Os moradores afirmam já ter procurado a Equatorial Maranhão, o SAAE e a construtora Engemar, mas cada um transfere a responsabilidade para o outro. Segundo relatos, o SAAE chegou a informar que a Engemar teria se comprometido a construir um novo poço, mas até agora nada foi feito. A Equatorial, por sua vez, realiza reparos frequentes na rede, mas sem uma solução definitiva.

A revolta aumenta diante dos altos custos: os moradores relatam pagar quase R$ 70 mensais de água e mais de R$ 50 de taxa de iluminação pública, além de terem adquirido casas por valores considerados elevados. “Não é aceitável pagar tanto e receber um serviço tão deficiente, enquanto a Engemar continua construindo mais casas e vendendo”, criticou outro morador.

A comunidade pede providências urgentes para garantir o direito básico a serviços de qualidade, já que a situação atual se tornou insustentável.